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Raquel Lyra orienta laqueadura sem aval de mulher: “Faz sem ela saber”; Veja

Um vídeo gravado em 2025 durante a inauguração da ala pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns (PE), mostra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) sugerindo que uma paciente seja submetida a uma laqueadura sem saber do procedimento. A coluna teve acesso ao vídeo.

“Mas faz sem ela saber! Vai!”, diz Raquel, após ouvir de uma mulher que aparenta ser funcionária do hospital o relato sobre uma paciente que estaria novamente grávida e já teria sete filhos. Procurada, a governadora admitiu ter feito o comentário.

Vídeo:

Raquel reconhece erro e pede desculpas

Após a repercussão, Raquel publicou outro vídeo nas redes sociais e classificou a declaração como equivocada.

“Essa fala minha em nada traduz o respeito que eu tenho às mulheres. Por isso, eu peço desculpas. Foi uma fala equivocada. Eu não tenho compromisso com erro.”

A governadora afirmou que conhece, como mulher e mãe, os desafios relacionados às decisões sobre planejamento familiar. Disse ainda que sua gestão atua para garantir acesso à informação e aos serviços de saúde pública.

Em nota, a campanha classificou o comentário como “infeliz” e afirmou que Raquel defende o direito das mulheres ao planejamento familiar “com informação e escolha”.

A manifestação também atribuiu a divulgação do vídeo durante a campanha a uma tentativa de desviar o debate eleitoral das propostas para Pernambuco.

A laqueadura é um método contraceptivo permanente e de difícil reversão. A Lei do Planejamento Familiar determina que a esterilização seja voluntária e exige a manifestação expressa da paciente em documento escrito e assinado.

A mulher também deve receber informações sobre os riscos da cirurgia, os possíveis efeitos colaterais, as dificuldades de reversão e os métodos contraceptivos disponíveis. A legislação estabelece intervalo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o procedimento.

Realizar uma esterilização em desacordo com essas regras é crime. A pena prevista varia de dois a oito anos de prisão, além de multa.

Fonte: Congresso em Foco

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