A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) lançou, nesta segunda-feira (19), uma tecnologia para identificar vazamentos ocultos e outras anomalias em tubulações sem a necessidade de escavações ou interrupção do abastecimento de água. Batizado de Nautillus, o equipamento é uma esfera inteligente que utiliza sensores acústicos e inteligência artificial para detectar problemas na rede.
A primeira demonstração ocorreu na Adutora de Duas Unas, na Estação de Tratamento de Água Castelo Branco, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife (RMR). A esfera percorreu cerca de oito quilômetros até a Estação de Tratamento Tapacurá, seguindo o fluxo da água.
Segundo a Compesa, a tecnologia também identifica bolsões de ar e possíveis ligações irregulares. O equipamento pode ser utilizado em adutoras com diâmetro superior a 300 milímetros. Durante o percurso, repetidores de sinal instalados a cada quilômetro captam os dados por ultrassom e os encaminham para análise.
O projeto é resultado de um acordo de cooperação técnica com a Amazon e será executado sem custos para a Compesa. A tecnologia é fornecida pela Aganova, empresa responsável pelo equipamento.
Nesta primeira fase, serão inspecionados aproximadamente 70 quilômetros de adutoras dos sistemas Tapacurá, Gurjaú e Duas Unas, responsáveis pelo abastecimento de parte da Região Metropolitana do Recife. A expectativa é recuperar até 65 mil metros cúbicos de água por ano.
Após a inspeção, a Aganova entregará à Compesa um relatório com a localização das anomalias identificadas, permitindo que a companhia planeje os reparos necessários.
De acordo com o presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, a iniciativa busca aumentar a eficiência dos sistemas de abastecimento, reduzir perdas de água e reforçar a segurança do fornecimento à população.
