Foto: Ilustrativa Magic/Divulgação.
A seca já compromete mais de 80% das áreas agropecuárias de 57 municípios da Bahia, segundo monitoramento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Outros 38 municípios também apresentam níveis significativos de áreas afetadas, enquanto lavouras de milho e feijão registram redução de produtividade.
O cenário é mais preocupante no norte, oeste e leste do estado, com registros de seca moderada a severa. A restrição hídrica prejudica o desenvolvimento das plantas, podendo afetar a floração e a formação dos grãos. Em algumas áreas, parte da produção de milho foi destinada à silagem e, nos casos mais graves, houve perda total da lavoura.
A agricultura familiar também sofre com a irregularidade das chuvas, que reduz a produção, compromete pastagens e forragens e pode afetar a renda e a segurança alimentar das famílias.
A previsão de chuvas abaixo da média no Nordeste entre setembro e novembro aumenta a preocupação. O avanço do El Niño pode atrasar o início da estação chuvosa e provocar novas perdas nas áreas já cultivadas.
Entre as medidas recomendadas estão adequar o calendário de plantio, utilizar variedades mais resistentes à seca, diversificar culturas, conservar a umidade do solo e melhorar o armazenamento e uso da água.
Diante das condições climáticas, a orientação para os produtores é adotar planejamento e cautela antes de novos plantios e investimentos, considerando as características de cada região e as previsões para os próximos meses.
Fontes: Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)
