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Agência bancária fechada é tendência mundial, reconhece presidente da Caixa

Com a evolução da tecnologia, muitos serviços hoje são feitos na palma da mão, através do celular. Nem todos os setores conseguiram acompanhar tais avanços, que geram consequências. Para os bancos, houve uma forte tendência de fechamento de agências. O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, reconhece que o processo é uma “tendência mundial”, mas ressalta que, no seu caso, o número de estabelecimentos físicos permanece o mesmo.

“Agência fechada é uma tendência mundial. A gente tem interlocuções com os Estados Unidos, com a Índia, com a China sobre os avanços tecnológicos dos bancos. Na Índia, você não faz mais nenhum crédito que não seja por inteligência artificial. Ela é quem define o crédito, a cobrança é feita por inteligência artificial. A gente está vendo essa evolução. Temos algumas aplicações na Caixa sobre inteligência artificial. Estamos muito avançados nesse aspecto. Como falei, é no mundo inteiro e os bancos estão nesse contexto”, observou.

“Mas a Caixa tem uma característica. Nós não reduzimos a quantidade de unidades físicas da Caixa. Nós adotamos a seguinte política: onde se tem uma população de 100 mil habitantes, com dados do IBGE, nós temos a obrigação de ter uma agência da Caixa. Na Ilha de Marajó, no Pará, são 17 municípios. Quando começamos a administração da Caixa, só havia uma agência, hoje tem quatro. Essa política de estender territorialmente a presença da Caixa é uma política do banco”, ressaltou Vieira.

“O fato é que o mundo digital transforma a vida de todo mundo. Nas décadas de 1980 e 1990, os bancos se expandiram muito para regiões onde havia concentração de renda, que foram o Rio de Janeiro e São Paulo. A Caixa tinha seis agências na avenida Paulista. Não há mais essa necessidade. Mas a Caixa precisa estar em Cabrobó, precisa estar em outros lugares, onde não tem banco. A nossa política passa por esse aspecto. Agora, o futuro da humanidade, não só dos bancos, passa pelo mundo digital. Não há como isso não acontecer. Mas a Caixa tem essa característica de ser um banco voltado para o povo, temos o propósito de transformar a vida das pessoas”, concluiu.

Por Magno Martins

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