Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.
O câncer de mama também atinge homens e, frequentemente, é identificado em fases mais avançadas, reduzindo as possibilidades de tratamento precoce. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), identificou 2.126 registros da doença em pacientes do sexo masculino entre 2020 e 2023.
Diagnóstico tardio preocupa especialistas
Dos mais de 163 mil registros de câncer de mama analisados no período, 1,30% ocorreram em homens. Entre eles, 62,29% dos casos com estadiamento registrado estavam nos estágios III ou IV, contra 61,57% entre as mulheres. No estágio IV, quando há metástase, a proporção foi de 29,95% nos homens e 26,42% nas mulheres.
Segundo especialistas, o desconhecimento de que homens também podem desenvolver a doença contribui para a demora na procura por atendimento médico. Caroços na região mamária, alterações nos mamilos e secreção, especialmente com sangue, são sinais que precisam ser investigados.
Embora represente menos de 1% dos casos de câncer de mama, a doença em homens pode estar associada a fatores como histórico familiar, alterações genéticas hereditárias, obesidade e mudanças hormonais.
Tratamento e prevenção
A cirurgia costuma ser o principal tratamento quando o tumor está localizado. Dependendo do estágio e das características da doença, podem ser indicadas terapias hormonais, quimioterapia e radioterapia.
Para as mulheres, dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) também destacam a importância do diagnóstico precoce. Entre as pacientes com até 39 anos analisadas em outro levantamento, 14,4% receberam diagnóstico nos estágios 0 ou I, enquanto 85,6% estavam nos estágios II, III ou IV.
Para mulheres com risco habitual, sociedades médicas brasileiras recomendam a mamografia a partir dos 40 anos. Pessoas com fatores de risco elevados podem precisar de acompanhamento individualizado, conforme avaliação médica.
A conscientização durante o Outubro Rosa deve incluir homens e mulheres. Identificar alterações nas mamas e procurar avaliação médica sem demora são medidas importantes para favorecer o diagnóstico precoce e ampliar as possibilidades de tratamento.
Fontes: Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT); Instituto Nacional de Câncer (Inca); Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) / agência Brasil
