Foto: Agência Brasil.
Milhões de brasileiros podem ter valores do FGTS não depositados pelos empregadores. A partir de 15 de outubro de 2026, empresas poderão renegociar débitos inscritos na Dívida Ativa da União, com condições especiais para regularização. O trabalhador pode consultar o extrato do Fundo para identificar possíveis falhas, inclusive em empregos anteriores.
A negociação, prevista no Edital PGDAU nº 12/2026, permite renegociar dívidas elegíveis de até R$ 45 milhões. A adesão será feita pelo Portal Regularize até 29 de janeiro de 2027.
Os descontos podem alcançar juros não destinados aos trabalhadores, multas e encargos legais, respeitado o limite de 65% do valor da inscrição. O valor principal do FGTS devido ao empregado não pode ser reduzido. O parcelamento pode chegar a 133 prestações, conforme a modalidade.
O trabalhador deve acessar o aplicativo oficial do FGTS, disponibilizado pela Caixa Econômica Federal, e conferir os depósitos mês a mês, inclusive de vínculos antigos. Caso identifique irregularidades, é importante guardar o extrato e documentos que comprovem o contrato de trabalho e os salários recebidos.
Segundo estimativas do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFGT), as dívidas e os depósitos não realizados podem somar aproximadamente R$ 79 bilhões, envolvendo cerca de 50 milhões de trabalhadores. Os números abrangem diferentes estágios de cobrança e não significam que todos tenham valores a receber.
A renegociação busca facilitar a regularização das dívidas empresariais sem retirar os direitos dos empregados. Por isso, consultar o extrato do FGTS e verificar também os antigos vínculos de trabalho são medidas importantes para identificar depósitos pendentes e buscar a recuperação dos valores devidos.
Fontes: Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN)
