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A campanha Agosto Dourado marca a Semana Mundial do Aleitamento Materno 2026 com o tema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”. A mobilização reforça a importância do aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida, prática essencial para fortalecer a imunidade, garantir o desenvolvimento saudável da criança e contribuir para a segurança alimentar e a redução das desigualdades sociais.
Especialistas alertam que o leite materno continua sendo o alimento mais completo para os bebês e que as fórmulas infantis devem ser utilizadas apenas quando houver indicação médica ou nutricional. Além dos benefícios à saúde, a amamentação reduz gastos familiares, diminui o risco de doenças e favorece o desenvolvimento infantil.
Outro ponto de atenção é o impacto da desinformação e das estratégias de marketing relacionadas às fórmulas infantis. A orientação é que a substituição do leite materno ocorra somente em situações específicas, conforme recomendação de profissionais habilitados.
A legislação brasileira também protege o aleitamento materno por meio da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância (NBCAL), que restringe a publicidade de mamadeiras, chupetas e outros produtos capazes de interferir na amamentação, contribuindo para evitar o desmame precoce.
O Brasil vem registrando avanços nos índices de amamentação nas últimas décadas e assumiu o compromisso de alcançar 70% de aleitamento materno exclusivo até 2030. Especialistas destacam que a ampliação das políticas públicas, o acesso à informação e o apoio às mães são fundamentais para fortalecer a cultura da amamentação e garantir melhores condições de saúde para crianças e famílias.
Fonte: Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) / agência Brasil
