Um homem de 22 anos foi preso em flagrante, suspeito de assassinar Elvaldo Lopes, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, o suspeito confessou o crime e relatou que matou a vítima dentro da residência dela.
Segundo a PM, o suspeito, identificado como Kauã Bryan de Oliveira da Rocha, foi localizado no mesmo bairro onde ocorreu o homicídio. Antes da chegada da polícia, ele havia sido agredido por populares e amarrado a uma placa de trânsito. Em razão dos ferimentos, precisou receber atendimento médico antes de ser conduzido para prestar depoimento.
A ocorrência teve início após vizinhos acionarem a Polícia Militar ao perceberem uma situação suspeita na residência da vítima. No local, os militares encontraram Elvaldo Lopes já sem vida, deitado sobre uma cama.
A perícia constatou que a vítima apresentava pelo menos 25 perfurações provocadas por arma branca, além de sinais de queimaduras nos cabelos. Durante os trabalhos periciais, foram apreendidos uma faca e dois isqueiros, que podem ter sido utilizados durante a ação criminosa.
Em depoimento aos policiais, Kauã Bryan afirmou que conheceu a vítima em uma adega, onde ambos consumiram bebidas alcoólicas e cocaína. Segundo sua versão, os dois seguiram para a residência de Elvaldo e, durante o encontro, a vítima teria tentado praticar atos sexuais sem o seu consentimento. O suspeito disse que reagiu desferindo golpes de faca.
Ainda conforme a Polícia Militar, durante a abordagem foram encontrados com o suspeito um cartão bancário e um aparelho celular pertencentes à vítima, materiais que foram apreendidos e encaminhados para a investigação.
Após receber atendimento médico, Kauã Bryan de Oliveira da Rocha foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia da Polícia Civil, que dará continuidade às investigações para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
As autoridades também apuram a tentativa de incêndio no corpo da vítima, uma vez que a perícia identificou sinais de queimaduras na cena do homicídio. O caso segue sob investigação.
