Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Com informações do FolhaPE
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a Operação Tróia para desarticular um esquema de extorsão comandado por detentos do Presídio de Igarassu, em Pernambuco. Os investigados são suspeitos de aplicar o chamado “golpe do amor” em moradores do Distrito Federal, utilizando aplicativos de relacionamento e se passando por integrantes de uma facção criminosa.
Segundo as investigações, os criminosos criavam perfis falsos de mulheres em plataformas de relacionamento e iniciavam conversas com as vítimas. Após conquistarem sua confiança e obterem informações pessoais, outro integrante do grupo entrava em contato afirmando que a mulher era casada com um líder de facção.
Em seguida, as vítimas passavam a receber ameaças de morte e eram pressionadas a realizar transferências bancárias para contas de “laranjas”, sob a alegação de que o pagamento evitaria represálias contra elas e seus familiares.
De acordo com o delegado Tell Marzal, as ligações eram feitas de dentro do Presídio de Igarassu, onde os suspeitos cumprem pena por outros crimes. A investigação aponta que a organização atuava de forma estruturada, com divisão de funções entre os envolvidos.
Enquanto alguns eram responsáveis por criar os perfis falsos e manter contato com as vítimas, outros realizavam as ameaças. Havia ainda um núcleo financeiro fora da prisão, composto por pessoas encarregadas de receber, sacar e ocultar os valores obtidos com os golpes.
Segundo a polícia, três mulheres auxiliavam na lavagem do dinheiro, distribuindo os recursos entre diversas contas bancárias antes dos saques, dificultando o rastreamento das quantias desviadas.
A Operação Tróia busca identificar todos os integrantes do esquema e interromper a atuação da organização criminosa, que utilizava o medo e a intimidação para extorquir vítimas pela internet.
